O bambu

O Bambu

“Há alguns anos, realizei um treinamento para um grupo de líderes sobre resiliência, lembro que na época abordei o tema através de alguns olhares. Entre tantos conceitos que estudei na época, o que mais me chamou atenção, foi uma metáfora usada em relação ao bambu. O que você conhece sobre o bambu?

Eu conheço, pela força e aprofundamento das suas raízes e a sua flexibilidade, pois possui uma alta capacidade de envergadura e movimento, sem perder o seu eixo, seu estado natural.

Talvez, você esteja aí pensando, que você já sabe sobre o que estou trazendo, já leu sobre, inclusive também já fez um treinamento a respeito, mas a pergunta, que gostaria de deixar a você é, como anda a resiliência em sua vida?

A cada dia, somos cobrados mais e mais por performance, e isto não é novidade para ninguém certo, a questão é como estamos lidando com isto? Talvez, a reflexão principal esteja em pensarmos como realizarmos nossas entregas sem nos deformarmos, perdermos nosso eixo?

Forças e limites

Se o bambu, pudesse falar, talvez ele nos pediria para olhar para a nossa base, nossas raízes, para o que nos nutre e é importante para nós. O que precisamos cuidar em nossa vida, para nos dar força, para conseguirmos ter sustentação o suficiente para lidarmos com as adversidades e pressões da vida. Cada um terá a sua resposta, eu poderia dizer, família, amigos, espiritualidade, entre outros, mas cada um possui o seu alicerce, então não posso dizer por você, conecte-se e pense o que é essencial, o que não abre mão.

Flexibilidade, também é uma marca do bambu, e com isto, ele traz a importância do limite, do autoconhecimento, pois ele se flexibiliza o suficiente para lidar com o contexto, identificando até onde pode ir, para não se deformar, não rachar. E você, sabe qual o seu limite? Uma das formas de reconhecermos, ou termos sinais está na nossa saúde mental e física, bem como na saúde das nossas relações, pessoal e profissional.

Novamente, cada um saberá identificar esta resposta, olhando para si, por isto deixo o convite para entrar em contato com as suas necessidades e limites, para que assim, consiga conquistar resultados sustentáveis e saudáveis para a dimensão pessoal e profissional da sua vida.” Andressa Miiashiro.

http://agecefsp.org.br/jornal-edicao-10.pdf

Texto publicado no Jornal Gestores em Pauta da AGECEF (Associação dos Gestores da Caixa Econônica Federal) em Agosto de 2016)

Vítima ou protagonista, eis a questão

Vítima ou protagonista, eis a questão

“Agimos como vítimas quando ficamos ali na eterna lamentação, mas não nos mobilizamos em nada para mudar, pois afinal “o problema não é meu”.

Sabe aquelas situações? Meu emprego não é bom, mas a culpa é da empresa, minha empresa está falindo, mas a culpa é do meu sócio ou dos funcionários, meu casamento não é como eu gostaria, mas a culpa é de quem está ao meu lado, em suma, temos aí vários exemplos de trechos da vida em que o problema não é nosso.

Ser vítima pode ser bem confortável, o único trabalho que temos é de reclamar, a solução fica para outro, que com certeza não sou eu. Olha que tentação, não é?! Não precisamos nem nos ocupar em pensar em saídas para aquilo que nos incomoda, é só ficar sentado e apontar os erros.

Quando pensamos em vitimas, pensamos logo em pessoas frágeis, inseguras, mas cuidado, a vitimização também acomete aqueles que se mostram fortes e bem seguros. Cada um demonstra da sua forma, há aqueles que abaixam a cabeça diante do problema e outros que levantam tanto a cabeça que perdem a visão do que está ocorrendo realmente a sua frente.

Bom, tudo na vida tem seu ônus e bônus, e o de ser vítima também tem o seu, até pode ser confortável e cômodo, mas por um outro lado, a possibilidade da mudança escapa pelas mãos. Afinal, se o problema não é meu por que a solução seria?

E então surgem os protagonistas, aqueles que deixam de lado o famoso “mimimi”, deixam de se debruçar nas intermináveis reclamações e choramingos e vão em busca das soluções. A posição aqui é outra, é de responsabilidade, se não estou feliz com uma determinada situação, o que EU posso fazer de diferente, qual a MINHA responsabilidade nisto, como EU gostaria que fosse, e quais ações EU posso empreender para estar mais próximo daquilo que almejo.

Sua atuação e seu protagonismo

O que estou dizendo, me fez lembrar de uma palestra que fui um dia destes sobre planejamento estratégico. Eu achei muito interessante, pois o instrutor dizia que só podemos criar um plano de ação para melhorar nossa vida, seja no aspecto pessoal e/ou profissional, quando tomamos consciência dos nossos atos sobre aquilo que está acontecendo.

Tudo isso tem a ver com o que estamos falando aqui, pois ser protagonista é estar no palco diante de problemas e soluções, é refletir sobre como a sua atuação está impactando sobre as pessoas e situações que estão ao seu redor.

Por exemplo, se sua equipe tem alta performance, pense quais são as suas ações que estão impactando positivamente para isto e fique atento para o que precisa manter e potencializar para manter este êxito. Mas, por outro lado, se sua equipe não está rendendo como gostaria, qual a sua responsabilidade sobre isto? Esta reflexão pode se estender para as outras situações da sua vida…

Quando escolhemos ser protagonistas, refletimos sobre as nossas responsabilidades, nossos acertos e erros, mas acima de tudo, escolhemos também agir, tomar decisões e ir em busca do que acreditamos.” Andressa Miiashiro

http://www.netjen.com.br/index.php/reencantando-empresas/50-andressa-miiashiro/164-vitima-ou-protagonista-eis-a-questao

Texto publicado no Jornal Empresas & Negócios em Maio de 2014.