O que é sucesso mesmo?

Posso dizer que nos últimos tempos venho me questionando muito com relação a isso.

Não sei você, mas, durante a minha vida, aprendi que ter sucesso era frequentar uma faculdade de nome, conseguir um emprego bacana, assim como um cargo legal. Depois, como coach, consultora e psicoterapeuta, passei a perceber que eu precisava ter uma agenda cheia e dizer “estou na correria”. Parece que essa última frase tem até um certo glamour.

Não existe o certo e nem o errado, não é, mas posso falar pela minha experiência pessoal, e também do que acompanho nos processos de desenvolvimento que facilito, que esse tal sucesso que aprendemos está ficando ou já ficou insustentável.

Um dia, ouvi, em uma palestra de uma especialista em tratamento de estresse, que pessoas que tinham muito sucesso em uma área da vida, tinham complicações em outras. Como, por exemplo, ter muito êxito na área profissional, mas ficar doente por não ter tempo de cuidar-se, ou estar infeliz por não conseguir dedicar-se aos amigos, à família, aos hobbies, aos sonhos…

Penso, então: não seria possível ter sucesso sustentável?

Enxergo como sustentável aquilo que se conquista, mas que não destrói a si ou o que está ao redor. Como uma realização profissional obtida, mantendo também o que é saudável nas outras áreas da vida e sem pagar o preço da doença física ou emocional.

Portanto, em 2018 quero dizer cada vez menos “estou na correria” para dizer mais vezes “estou tranquila”, “estou caminhando”, será um dos meus termômetros de que estou vivendo com mais equilíbrio, respeitando o meu ritmo, trabalhando que é algo que eu amo, sem abrir mão do meu autocuidado, tendo assim uma vida mais sustentável.

E você, qual será o seu termômetro?

O bambu

O Bambu

“Há alguns anos, realizei um treinamento para um grupo de líderes sobre resiliência, lembro que na época abordei o tema através de alguns olhares. Entre tantos conceitos que estudei na época, o que mais me chamou atenção, foi uma metáfora usada em relação ao bambu. O que você conhece sobre o bambu?

Eu conheço, pela força e aprofundamento das suas raízes e a sua flexibilidade, pois possui uma alta capacidade de envergadura e movimento, sem perder o seu eixo, seu estado natural.

Talvez, você esteja aí pensando, que você já sabe sobre o que estou trazendo, já leu sobre, inclusive também já fez um treinamento a respeito, mas a pergunta, que gostaria de deixar a você é, como anda a resiliência em sua vida?

A cada dia, somos cobrados mais e mais por performance, e isto não é novidade para ninguém certo, a questão é como estamos lidando com isto? Talvez, a reflexão principal esteja em pensarmos como realizarmos nossas entregas sem nos deformarmos, perdermos nosso eixo?

Forças e limites

Se o bambu, pudesse falar, talvez ele nos pediria para olhar para a nossa base, nossas raízes, para o que nos nutre e é importante para nós. O que precisamos cuidar em nossa vida, para nos dar força, para conseguirmos ter sustentação o suficiente para lidarmos com as adversidades e pressões da vida. Cada um terá a sua resposta, eu poderia dizer, família, amigos, espiritualidade, entre outros, mas cada um possui o seu alicerce, então não posso dizer por você, conecte-se e pense o que é essencial, o que não abre mão.

Flexibilidade, também é uma marca do bambu, e com isto, ele traz a importância do limite, do autoconhecimento, pois ele se flexibiliza o suficiente para lidar com o contexto, identificando até onde pode ir, para não se deformar, não rachar. E você, sabe qual o seu limite? Uma das formas de reconhecermos, ou termos sinais está na nossa saúde mental e física, bem como na saúde das nossas relações, pessoal e profissional.

Novamente, cada um saberá identificar esta resposta, olhando para si, por isto deixo o convite para entrar em contato com as suas necessidades e limites, para que assim, consiga conquistar resultados sustentáveis e saudáveis para a dimensão pessoal e profissional da sua vida.” Andressa Miiashiro.

http://agecefsp.org.br/jornal-edicao-10.pdf

Texto publicado no Jornal Gestores em Pauta da AGECEF (Associação dos Gestores da Caixa Econônica Federal) em Agosto de 2016)

Vítima ou protagonista, eis a questão

Vítima ou protagonista, eis a questão

“Agimos como vítimas quando ficamos ali na eterna lamentação, mas não nos mobilizamos em nada para mudar, pois afinal “o problema não é meu”.

Sabe aquelas situações? Meu emprego não é bom, mas a culpa é da empresa, minha empresa está falindo, mas a culpa é do meu sócio ou dos funcionários, meu casamento não é como eu gostaria, mas a culpa é de quem está ao meu lado, em suma, temos aí vários exemplos de trechos da vida em que o problema não é nosso.

Ser vítima pode ser bem confortável, o único trabalho que temos é de reclamar, a solução fica para outro, que com certeza não sou eu. Olha que tentação, não é?! Não precisamos nem nos ocupar em pensar em saídas para aquilo que nos incomoda, é só ficar sentado e apontar os erros.

Quando pensamos em vitimas, pensamos logo em pessoas frágeis, inseguras, mas cuidado, a vitimização também acomete aqueles que se mostram fortes e bem seguros. Cada um demonstra da sua forma, há aqueles que abaixam a cabeça diante do problema e outros que levantam tanto a cabeça que perdem a visão do que está ocorrendo realmente a sua frente.

Bom, tudo na vida tem seu ônus e bônus, e o de ser vítima também tem o seu, até pode ser confortável e cômodo, mas por um outro lado, a possibilidade da mudança escapa pelas mãos. Afinal, se o problema não é meu por que a solução seria?

E então surgem os protagonistas, aqueles que deixam de lado o famoso “mimimi”, deixam de se debruçar nas intermináveis reclamações e choramingos e vão em busca das soluções. A posição aqui é outra, é de responsabilidade, se não estou feliz com uma determinada situação, o que EU posso fazer de diferente, qual a MINHA responsabilidade nisto, como EU gostaria que fosse, e quais ações EU posso empreender para estar mais próximo daquilo que almejo.

Sua atuação e seu protagonismo

O que estou dizendo, me fez lembrar de uma palestra que fui um dia destes sobre planejamento estratégico. Eu achei muito interessante, pois o instrutor dizia que só podemos criar um plano de ação para melhorar nossa vida, seja no aspecto pessoal e/ou profissional, quando tomamos consciência dos nossos atos sobre aquilo que está acontecendo.

Tudo isso tem a ver com o que estamos falando aqui, pois ser protagonista é estar no palco diante de problemas e soluções, é refletir sobre como a sua atuação está impactando sobre as pessoas e situações que estão ao seu redor.

Por exemplo, se sua equipe tem alta performance, pense quais são as suas ações que estão impactando positivamente para isto e fique atento para o que precisa manter e potencializar para manter este êxito. Mas, por outro lado, se sua equipe não está rendendo como gostaria, qual a sua responsabilidade sobre isto? Esta reflexão pode se estender para as outras situações da sua vida…

Quando escolhemos ser protagonistas, refletimos sobre as nossas responsabilidades, nossos acertos e erros, mas acima de tudo, escolhemos também agir, tomar decisões e ir em busca do que acreditamos.” Andressa Miiashiro

http://www.netjen.com.br/index.php/reencantando-empresas/50-andressa-miiashiro/164-vitima-ou-protagonista-eis-a-questao

Texto publicado no Jornal Empresas & Negócios em Maio de 2014.