Missão de vida e carreira. 6º setênio (35-42 anos)
Pela antroposofia o 6º setênio é definido pelo ciclo dos 35 aos 42 anos.
Já escrevi sobre este setênio e outros aqui no blog, agora vou aprofundar um pouco mais, sobre este período da vida e carreira. Em processos de orientação de carreira, costumo atender muitas pessoas nesta faixa etária, e é muito comum pois é uma fase bem propicia para transformações.
Gudrun, traz a seguinte metáfora, dos 21 aos 28 anos, preparamos o terreno para a construção da base profissional, dos 28 aos 35, colocamos os fundamentos e as paredes são erguidas e dos 35 aos 42, o teto é colocado com conexão com aquilo que é superior, com aquilo que toca realmente a nossa alma, o nosso coração…
A passagem dos 35 aos 42 anos, encontra um espelhamento de como foi vivido os 0 aos 7 anos, quanto mais saudável, com calor e afeto pode-se vivenciar o 1º setênio, mais liberdade interior encontramos no 6º setênio. O que trilhamos em nossa biografia, certamente impacta nossas escolhas e nosso jeito de ser em nosso papel profissional.
Temos a grande oportunidade, por volta dos 37 anos, vivenciarmos o segundo nodo lunar, tempo em que ficamos mais sensíveis e abertos ao Cosmo. Quando estamos receptivos… a missão de vida vai ganhando mais clareza e para vivê-la é essencial estarmos em estado de abertura para os novos desafios e nos atentarmos também a tendência em nos acomodar e segurar o que já foi conquistado. Ajustes no caminho podem se fazer presente, para que o propósito maior do eu se manifeste no mundo.
A “crise de autenticidade”, pode ser sentida neste momento e ser potencializada aos 42 anos, época em que somos chamados a ser quem viemos ser e fazer o que sentimos que devemos fazer. Sentimos uma maior necessidade de liberdade, que profissionalmente pode-se dar através de revisões e movimentações internas e externas. É possível se manter na mesma posição (cargo), no mesmo lugar (empresa/negócio), mas perceber que precisa atuar de uma outra forma, em outros momentos, pode-se desejar agregar um novo papel profissional, mantendo o que já existe e/ou fazer realmente uma transição de carreira.
O convite de desenvolvimento aqui é a transformação e o se deixar ser transformado, permitindo-se ser guiado pelo rio da vida, talvez mudando a pergunta “o que eu quero da vida?” para “o que a vida quer de mim?” e a partir disto deixar emerir o novo, seja através de novas habilidades e/ou novos caminhos na carreira e na vida.
Gudrun, explicita algumas perguntas sentidas neste setênio:
“Quem sou eu, de fato? Quais são minhas potencialidades? Quais são meus valores? Quais são meus limites?” (Burkhard, 2010, p. 112).
“O importante e bonito do mundo é isso: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas que elas vão estar sempre mudando”. Guimarães Rosa
Burkhard, G. B. (2010). Tomar a vida nas próprias mãos: como trabalhar na própria biografia o conhecimento das leis gerais do desenvolvimento humano. (4ª ed.). São Paulo: Antroposófica.
Andressa Pereira Miiashiro
Psicoterapeuta, orientadora de carreira e vocacional.



Deixe uma resposta
Want to join the discussion?Feel free to contribute!